A ousadia cristã e seus vários campos de atuação

 

 

“Vendo a coragem de Pedro e de João, e percebendo

que eram homens comuns e sem instrução,

ficaram admirados...” (At 4.13).

 

 
Nosso idioma (a língua portuguesa) é rico em sinônimos, ou seja, palavras diferentes, mas que possuem o mesmo significado. Este é o caso da palavra coragem, que pode ser substituída por outra, que encabeça esta reflexão: é a palavra ousadia, tão conhecida e aplicada em diversas situações.
Pois na vida cristã, esse vocábulo tem aplicação em vários campos, como se pode ver a seguir.

 

Ousadia para aproximar-se de Deus. 
Aqui, esta palavra já adquire um outro sentido, aliás muito significativo para o ser humano, que, pela desobediência, perdeu o livre acesso a Deus. Mas, por meio de arrependimento e da fé em Cristo, tem ousadia de chegar ao trono da graça divina! Neste contexto, portanto, ousadia significa confiança. Liberdade para se aproximar do Altíssimo – e com a agradável certeza de que não será rejeitado!

 

Ousadia para orar. 
Este aspecto está intimamente relacionado com o anterior. Sim, na verdade, em virtude do pecado, o homem não sabe orar e não tem liberdade para fazê-lo. Mas o cristão, por sua ligação a Cristo, já não tem medo de falar com Deus, embora reconheça a fraqueza das palavras humanas. Mesmo assim, o crente ora, sob duas condicionantes da maior importância: o reconheci- mento da Soberania divina e, por outro lado, a preciosa ajuda do Espírito Santo.

 

Ousadia para testemunhar, para falar de Cristo aos outros! 
Isto nem sempre é fácil, principalmente quando há adversários. Diante de um opositor, às vezes até blasfemador, o testemunho cristão fica ameaçado, até ao ponto de perseguição, como aconteceu já nos primeiros dias da Igreja Cristã. E nesse contexto, ousadia tem o mesmo sentido de intrepidez. E todos nós, cristãos, precisamos dessa coragem. Só assim faremos conhecido ao mundo o Nome que é sobre todos os nomes – Jesus, o único Salvador. 
Esta é a suprema tarefa da Igreja. Esta é a nobre missão do povo de Deus! 
Busquemos, portanto, essa coragem, essa ousadia que vem “lá do Alto”, ou seja, não a valentia humana, mas a intrepidez que é concedida pelo próprio Espírito Santo (At 1.8).

Concluindo, portanto, devemos nos perguntar: será que, como crentes em Jesus, podemos dizer e, mais do que isto, demonstrar que temos essa coragem, essa ousadia e intrepidez de que nos fala o texto bíblico.


 

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